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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Aprendiz de parteira?

Vocês lembram que eu contei aqui que a Luiza tinha se interessado pelo assunto de parto, não lembram? Depois daquele dia eu achei o livro da Naomi em casa e ela sempre pede para ver e ouvir a estória. E desde então ela tem brincado MUITO de ter neném. Geralmente ela é a enfermeira e a pessoa que está brincando com ela é a grávida. Aí ela manda fazer força, puxa o neném (uma boneca) e depois diz que vai limpar o neném. Outro dia ela estava brincando disso com a minha cunhada e aí a Luiza disse assim:

- Olha, o neném está chorando!
- Ele deve estar com fome, vamos fazer uma mamadeira para ele?
- Não tia Débora, tem que dar mamá pra ele. Levanta a blusa, dá o peito pra ele....

neca7Fiquei TÃO orgulhosa, vocês podem imaginar né? Além dessa brincadeira de parto ela tem brincado muito de amamentar as bonecas. Ela se deita na cama de lado, levanta a blusa e coloca a boneca perto do peito dela. Outro dia eu perguntei se o neném estava mamando direitinho e ela respondeu: "Tá sim, é só pegar o bico". Uma figura.

E, para a minha alegria, essa semana eu recebi por email o link da boneca Bibi (foto ao lado) que está grávida, tem o bebê de parto normal e depois o amamenta. É claro que já encomendei uma para a Luiza. Deve chegar na semana que vem e ainda não contei nada para ela. Tenho certeza que ela vai adorar!!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Como nascem os bebês?

Semana passada a Luiza foi ao pediatra pois estava com outro furúnculo (o quinto desde janeiro - depois eu faço um post sobre isso) e aí eu fui avisar a ela.

- Filha, hoje quando você sair do colégio, você vai ao médico e a mamãe vai encontrar com você lá.
- Eu vou fazer o quê no médico?
- Ele vai te examinar, porque você tá com furúnculo.
- Qual médico? Qual o nome dele?
- O tio Ricardo filha, lembra dele? Ele tava lá na hora que você nasceu. Foi ele que te examinou logo depois que você saiu da barriga da mamãe.
- Foi ele que cortou a sua barriga?

[PAUSA]

A mamãe aqui entra em estado de choque. Como assim, "cortou a sua barriga"?. De onde essa menina tirou isso, meu Deus?

[DESPAUSA]

- Não filha, ninguém cortou a minha barriga.
- E como eu saí de dentro da barriga?
- Você saiu pela minha "pepeca".

nasce_vinaverVocês tinha que ver a carinha de safada que ela fez.... acho que pensou que eu estava brincando....rs

No final do dia nos encontramos no consultório do pediatra e, para minha alegria, na sala de espera tinha um exemplar do livro "Nasce um Bebê, Naturalmente" da parteira mexicana Naoli Vinaver. Eu até tenho esse livro pois fui no lançamento dele mas a Luiza nunca viu. O livro é lindo e conta a história do nascimento de um bebê pelo olhar da sua irmã Aleli. O parto acontece naturalmente e em casa. As ilustrações são lindas e bem gráficas, nada é distorcido. E a Luiza adorou ver o bebê saindo, o cabelinho aparecendo, a mãe fazendo força.... pena eu não ter video do meu parto para mostrar a ela. Tenho certeza que ela ia adorar assistir.

E hoje eu recebi por email uma animação linda em 3D do nascimento de um bebê. Assim que chegar em casa vou mostrar para ela. Fiquem agora com a animação. Depois eu volto para contar dos furúnculos da mocinha.


http://youtube.com/watch?v=duPxBXN4qMg

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Dicas de site, blogs etc

logo_globo_mater Recentemente o site do jornal O Globo lançou uma seção só de Maternidade. Nessa seção eu gostaria de destacar dois blogs:

Os dois são atualizados pelo menos uma vez por semana e têm RSS, o que facilita bastante a leitura.

E eu não poderia deixar também de citar a seção "Tire suas dúvidas". Quem responde às dúvidas é o pediatra da Luiza, Dr. Ricardo Chaves!

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Ser Humano

Vejam essa notícia:


Recém-nascidos sentem mais dor do que os pediatras acreditam

PARIS - Os recém-nascidos sentem mais dor do que os pediatras acreditam, de acordo com um estudo inédito do Centro Nacional de Recursos de Luta contra a Dor (CNDR) publicado nesta quarta-feira no jornal francês "Lê Monde".

De acordo com o estudo, os bebês sofrem uma média de 70 gestos dolorosos durante as consultas médicas, dos quais só 60% são realizados com sedação ou alguma forma de anestesia administrada de forma contínua.

Na avaliação dos pesquisadores, as aspirações na traquéia (33%), as punções de sangue no calcanhar (28%) e aplicação na pele de diferentes adesivos (18%) são as práticas que geram mais dor. Foram avaliados, entre setembro de 2005 e janeiro deste ano, 431 recém-nascidos.

O estudo revela "uma freqüência extremamente elevada de gestos dolorosos praticados nas unidades de reanimação" e um uso "grande, mas insuficiente de meios analgésicos durante a realização dos procedimentos", explica seu diretor, Ricardo Carbajal, doutor do hospital infantil Armand-Trousseau, de Paris. Três quartos dos bebês estudados em 13% de reanimação eram prematuros.

Os outros atos médicos foram estudados em cinco serviços móveis de urgências pediátricas da região parisiense.

Até os anos 70, a comunidade médica pensava que os bebês não sentiam dor física e inclusive eram feitas cirurgias sem anestesia. Agora, sabe-se que podem sofrer inclusive antes de nascer, a partir da 24ª semana de vida no ventre materno.

fonte: http://oglobo.globo.com/saude/vivermelhor/mat/2006/10/18/286142297.asp


Essa reportagem saiu ontem e só veio reforçar aquilo que a humanização do nascimento defende: um tratamento mais humano aos recém-nascidos e às gestantes. Eu nunca tive dúvidas de que os bebêzinhos sentem dores como nós e por isso eu optei por ter uma equipe humanizada me acompanhando no parto da Luiza.

Eu não queria que ela levasse uma palmadinha no bumbum assim que nascesse, que fosse tratada como um pedaço de carne, que tivesse tubos sendo enfiados no seu nariz e gotinhas de um colírio pingadas nos seus olhos desnecessariamente.

E graças a Deus e ao meu empoderamento eu consegui oferecer um nascimento tranquilo a ela. Veio para o meu colo assim que nasceu, só não mamou porque não quis e a única intervenção que ela sofreu foi a injeção de vitamina K. E mesmo assim, essa injeção foi aplicada pelo próprio pediatra que tem mãos de fada.

Fiquem agora com uma foto dela assim que nasceu. É bom lembrar que esse post NÃO é uma apologia ao parto normal. Uma cesárea pode ser humanizada. E um parto "normal" pode ser bem traumático se não for acompanhado por uma equipe humanizada.

primeiro_contato

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Bebês de cesariana têm mais risco de morte, diz estudo

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos indica que bebês nascidos por cesariana têm três vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida do que crianças nascidas em parto natural.

Segundo os autores do estudo, publicado na revista especializada Birth, a descoberta é fundamental em um momento em que mulheres do mundo inteiro optam pela cesariana.

No Brasil como um todo, de acordo com números do Ministério da Saúde de 2004, a taxa de cesarianas está em 34,5% dos 2,5 milhões de partos realizados. Na rede de hospitais particulares, esse número sobe para 71,5%.

Os cientistas analisaram 5,7 milhões de nascimentos, inclusive de mulheres que não corriam riscos e que mesmo assim preferiam a cirurgia.

Fora do útero

Segundo os pesquisadores, o trabalho de parto natural ajuda a preparar o bebê para a vida foram do útero.

Além de ajudar a expelir líquido dos pulmões do bebê, o processo também promove a liberação de hormônios que melhoram o funcionamento pulmonar.

"O trabalho de parto é uma parte importante do nascimento porque deixa a criança pronta a respirar o ar e a desempenhar outras funções fora do útero", disse Marian MacDorman, uma das autoras da pesquisa.

Mesmo depois de agrupar os bebês estudados segundo o estado de saúde e o status social da mãe, os pesquisadores descobriram que os nascidos por cesariana tinham o dobro de chances de morrer no primeiro mês de vida.

O estudo, no entanto, incluiu apenas bebês nascidos vivos. Os pesquisadores admitem que, se fossem contados casos de bebês nascidos mortos, o risco apresentado por partos normais estaria perto do das cesarianas.

As gestações analisadas no estudo tiveram duração variada entre 37 a 41 semanas.

Risco baixo

Na Grã-Bretanha, a Academia Real de Ginecologia e Obstetrícia disse que as mulheres não devem se alarmar com a nova descoberta, mas precisam estar informadas.

"O risco absoluto ainda é muito pequeno", afirmou James Walker, porta-voz da entidade e obstetra do Hospital Universitário de St. James, em Leeds. "Mas o estudo deveria deixar as pessoas atentas para o fato de que há prejuízos e benefícios em tudo."

Já Belinda Phipps, no National Childbirth Trust, acredita que a pesquisa não deve "ser levada muito a sério".

Segundo ela, estudos anteriores já indicaram que bebês nascidos por cesariana têm mais chances de enfrentar problemas respiratórios.

fonte: BBC Brasil.com

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Rede de mulheres faz ação pública pelo parto normal em quatro capitais no Dia das Mães!

No mês em que se comemora o Dia das Mães e a Semana Mundial de Respeito ao Nascimento, a rede Parto do Princípio, que reúne 200 ativistas em 13 estados brasileiros, vai às ruas para homenagear as mães brasileiras e incentivar uma nova forma de gestar, parir e nascer.

Para saber mais, clique aqui!

quarta-feira, 8 de março de 2006

Mulheres se organizam contra a banalização da cesariana

Lançamento de site no Dia Internacional da Mulher é primeira ação do grupo Parto do Princípio, que reúne 150 ativistas do parto normal em onze estados brasileiros e se prepara para lançar ONG


No 8 de março, Dia Internacional da Mulher, será lançado o site do grupo Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa (www.partodoprincipio.com.br).

O site oferecerá informação e "apoio de mãe para mãe" a gestantes que desejam ter um parto normal, mas enfrentam inúmeros obstáculos no sistema obstétrico brasileiro, que registra altas taxas de cesariana (27% na rede pública e 80% na rede particular de saúde).

O site Parto do Princípio estréia com a apresentação dos trabalhos do grupo, artigos de algumas das participantes e um convite para mulheres de todo o país participarem da "rede pela maternidade ativa".

Em breve, o site lançará também uma galeria de relatos de partos (normais hospitalares, domiciliares e cesarianas) e uma enquete sobre como as mulheres que tiveram partos normais percebem essa experiência. E, claro, muitos artigos das participantes e convidados, sempre repletos de crítica, reflexão e informações alinhadas com as recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre gravidez, parto e pós-parto.

Haverá ainda um grande banco de imagens de todos os tipos de partos, uma lista de profissionais humanizados em todo o Brasil, um serviço de apoio online 24 horas, programas educativos de rádio para download, uma seção especial para a imprensa (com pesquisas científicas, sugestões de pauta e imagens de divulgação), textos sobre experiências de sucesso na assistência à gravidez e parto pelo mundo afora, debates entre especialistas, produtos exclusivos da marca Parto do Princípio (camisetas, sacolas, adesivos, cartazes) e uma seção científica com todas as recomendações da Medicina Baseada em Evidências e da Organização Mundial de Saúde.

"A gente quer oferecer apoio de mãe para mãe para mulheres que estão ou planejam estar grávidas em todo o país", diz Ingrid Lotfi, uma das idealizadoras do movimento. "Uma de nós estará sempre disponível pra conversar e esclarecer dúvidas pelo site, telefone ou mesmo presencialmente", diz Ingrid. "A sensibilidade é a chave do nosso projeto", diz Andreza, enfermeira de 24 anos, que não tem filhos, mas está participando da rede.

O lançamento do site é a primeira de uma série de ações previstas pelo grupo Parto do Princípio, que já reúne 150 mulheres voluntárias espalhadas em onze estados brasileiros mais o Distrito Federal (SP, RJ, MG, BA, PR, RS, CE, SC, ES, AM, PE), trabalhando diariamente pela Internet.

Por enquanto, a principal meta da rede de mulheres é ser uma ONG para representar "a voz das mulheres" na luta pela melhoria das condições de atendimento ao parto no país.

Entre as ações previstas estão:

- Construir o estatuto e regularizar a rede como uma ONG ou OSCIP.
- Promover encontros presenciais gratuitos de apoio e discussão sobre gravidez, parto e pós-parto em todas as cidades onde exista uma representante da rede.
- Articular o envio de críticas e reclamações para veículos de comunicação que divulgarem informações equivocadas sobre gravidez e parto.
- Conquistar espaço na mídia para divulgar mais informações de qualidade sobre gravidez e parto, sempre alinhadas com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.
- Produzir uma cartilha para divulgação dos benefícios do parto normal e natural e procedimentos envolvidos.
- Oferecer material de divulgação e realizar palestras com informação de qualidade em comunidades locais (igrejas, empresas, escolas, etc).
- Representar a "voz das mulheres que buscam um parto normal e humanizado" em eventos científicos e sociais de saúde da mulher, saúde infantil e saúde reprodutiva (congressos, conferências médicas, feiras).
- Produzir documentários, vídeos e programas de rádio educativos para distribuição e veiculação gratuitas em todo o Brasil.
- Produzir campanhas contra o desrespeito e descumprimento dos direitos da mulher nas instituições públicas e particulares.
- Realizar um Congresso Anual para discussão de conquistas e metas das mulheres na luta pela humanização do nascimento e melhoria no atendimento ao parto no Brasil.
- Promover uma comissão política responsável pela elaboração de documentos, manifestos, abaixo-assinados e articulação de projetos de lei municipais, estaduais e federais.
- Fazer como as Mães da Plaza de Mayo, andar pelas ruas com cartazes de protesto: "Chega de apenas UM acompanhante no parto!", "Chega destes índices CRIMINOSOS de cesárea em hospitais privados!" ou "Não queremos mais PAGAR para que o pai assista o nascimento do nosso bebê!"

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Ainda o Dia Internacional da Mulher

Vejam que linda a poesia que eu recebi de uma amiga por email

"Ser Mulher
Mulher
Semente...
SER-mente...
SER que faz gente,
SER que faz a gente.

Mulher
SER guerreiro, guerrilheiro, lutador...
multimídia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso...
multi-coração...

Mulher
SER que dá conta,
que vai além da conta,que multiplica,
divide, soma e subtrai, sem perder a conta,
sem se dar conta, de que esse século foi seu parto,
na direção de seu espaço,de seu lugar de direito e de fato,
de seu mundo que lhe foi usurpado
e que agora é por ela ocupado.

MULHER...
Esse SER florado,
esse SER adorado,
esse SER adornado,
que nos poem em um tornado,
nos deixa saciado e transtornado,
que nos faz explodir e sentir extasiado.
SER admirado...

MULHER...
Nesse final de milênio, faça a transição.
Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente
levando o mundo a ser mais gente...
Um mundo mais feminino,
mais rosado e sensibilizado,
mais equilibrado e perfumado...

PARABENS MULHER !!!
Não pelo oito de marco,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo amaço.
Mas por ser o que és...
Húmus da humanidade,
Raiz da sensibilidade,
Tronco da multiplicidade,
Folhas da serenidade,
Flores da fertilidade,
Frutos da eternidade...
Essência da natureza humana.
Parabéns..."

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Amamentação: o que eu tenho a dizer sobre isso?

Quem lê o meu blog já deve saber o que eu tenho a dizer sobre isso. Desde a gravidez eu me preparava para a amamentação. Fiz curso, pesquisei muito na internet e nas listas de discussão. Quando a Luiza nasceu eu queria muito que ela mamasse ainda na sala de parto mas ela não quis. Na noite do dia que ela nasceu eu estava aflita porque ela não pegava o peito. Juvenil foi tomar banho e eu fiquei no quarto sozinha com ela. E foi aí que ela o peito se entenderam. Eu fiquei tão feliz que queria gritar para o Juvenil sair do banho e vir presenciar aquela cena. Deixei até escapar uma lágrima, tamanha emoção que senti.

Tive um pouco de rachadura nos seios que tratei com uma pomada homeopática receitada pelo obstetra. Logo a Luiza e eu aprendemos a pega correta e a partir de então não tivemos mais problemas. Ela sempre engordou muito só com o meu leite. Eu ainda tive a alegria de conseguir coletar leite para doação. Mais um sonho realizado! Com o fim da minha licença maternidade começamos a introdução dos alimentos sempre complementando com leite materno. Eu tirava leite com a bomba elétrica diariamente para a Luiza poder mamar na minha ausência.

mama2000 Com 1 ano o pediatra liberou o consumo de outros tipos de leite que não o materno. Mas a minha filha sabe o que é bom e não aceitou nenhum leite. Eu tentei várias marcas de leite em pó, leite de caixinha, de cabra, de soja.... nada! Continuei com a ordenha até ela completar 15 meses. Nessa idade ela começou a aceitar outros leites e eu me "libertei" da bombinha elétrica. Mas ainda continuei oferecendo o seio quando estava em casa.

E até hoje é assim. Não tenho planos para fazer o desmame pois tenho plena consciência dos benefícios nutritivos e emocionais que ofereço a minha filha com a amamentação. E meu sonho é poder continuar amamentando durante uma futura gravidez e depois poder amamentar dois filhos ao mesmo tempo. Esse tipo de amamentação é chamada de tandem.

Aproveito a oportunidade para divulgar a galeria de fotos de mulheres amamentando que foi batizada de "Eu amamento!". Para visualizá-la, clique aqui.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Porque eu não quis que filmassem o meu parto

Essa historinha retrata bem o porque eu não quis que filmassem o meu parto. Apesar disso a minha querida doula Ingird levou a câmera digital dela e fez um vídeo no escuro (o parto foi Leboyer lembram?) que dá para ver algumas sombras e ouvir o chorinho da Luiza. Quem quise ver esse vídeo, está no final desse post.

"Vinte anos. Ah, os vinte anos. De casados, claro! Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade. Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e o primeiro bebê. Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.

Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento. Irrompi na sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho. Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir o filme. Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram o meu orgulho. Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro. Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro. As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato. O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho.

Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a sala do meu proctologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata. Eu lá, com as pernas naquelas malditas braçadeiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e a mulher gritando: - Ah! Doutoor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor! Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz. A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema: - Isso, doutooor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora...

Alcancei um sapato na mesa e joguei na maldita. Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim. Eu pago o reembolso.
"


Nascimento da Luiza (09/02/2004)


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Recordar é viver!

Entrando no clima "flash-back" tem também um vídeo de quando estava grávida. Esse vídeo foi feito na véspera do nascimento da Luiza, um lindo domingo ensolarado.


Eu grávida, na véspera da Luiza nascer (08/02/2004)

terça-feira, 2 de março de 2004

Relato do parto - finalmente

No sábado 07/02 ao acordar percebi que estava começando a perder o tampão mucoso. Passei o dia em estado de alerta, mas nada aconteceu. Não saiu mais nenhuma secreção. À noite, dormi muito mal. Não tinha posição na cama que acomodasse o barrigão. Acho que já estava nos pródomos, tendo leves contrações e não tinha percebido. Na manhã de 08/02 fiquei no computador e tive algumas contrações. Não conseguia ficar sentada. Tinha que me levantar e andar. Mais tarde fomos almoçar na casa dos meus pais e passei o domingo bem, checando a calcinha toda hora, para ver se tinha mais tampão mucoso. A família toda já sabia que a hora da Luiza chegar estava se aproximando. À noite começaram as contrações. Mas os intervalos não eram regulares, não tinha uma freqüência certa, então achei melhor não fazer nada.

Minha mãe me ligou e perguntou como eu estava. Eu falei que estava tendo algumas contrações e ela questionou se eu já tinha avisado ao médico. Falei que ainda não eram intervalos regulares, que não precisava avisar o médico. De tanto ela insistir resolvi ligar para ele. Já eram mais ou menos 21:00 e eu só tinha marcado duas contrações com intervalos de 30 minutos. Ele falou que poderia não ser nada, apenas uma influência da lua cheia que tinha virado na sexta-feira. Que se eu tivesse entrando em trabalho de parto, poderia demorar muito, que eu aproveitasse para descansar. Continuamos a monitorar. Nesse meio tempo falei com a Ingrid (minha doula). Ela reforçou que eu poderia ligar a hora que fosse e que aproveitasse para descansar.

Os intervalos foram diminuindo e a duração das contrações aumentando. Eu não conseguia ficar deitada. Tinha que me levantar assim que a contração começava. Andar aliviava a dor. Fiquei de cócoras, sentei na bola suíça, entrei no chuveiro quente... Fiz tudo que tinha aprendido. E o Juvenil anotando os horários. Até que, finalmente, tínhamos uma contração a cada cinco minutos. Só que eu não tinha descansado nada. Ligamos para o médico que nos orientou a ir para a maternidade. Ligamos para a Ingrid e informamos que íamos nos arrumar e sair para a maternidade. Eram 04:00.

Nossas coisas já estavam arrumadas então não demoramos muito. Saímos de casa às 04:30. No carro liguei para os meus pais para avisar que estávamos indo para a Perinatal. As contrações continuavam a vir de cinco em cinco minutos. E doíam muito, pois eu estava sentada e não podia me levantar. Chegamos na Perinatal às 05:00. O médico já tinha ligado para lá e avisado que estávamos a caminho. Na recepção tive algumas contrações e comecei a ficar de cócoras. Acho que a recepcionista se assustou e me mandou direto para o quarto. Pediu que o Juvenil descesse depois para concluir a parte burocrática da internação.

Já no quarto, ligamos para a Ingrid que estava quase chegando. Assim que ela chegou uma enfermeira veio no quarto e perguntou se o médico tinha dado alguma orientação. Eu falei que ele pediu que nada fosse feito antes dele chegar. Apenas tiraram a minha pressão e mandaram eu vestir aquela camisola ridícula. Assim que a enfermeira saiu a Ingrid me falou que se eu quisesse poderia colocar a minha camisola, que além de muito mais bonita, não me deixava com a bunda de fora ;-). Meus pais chegaram logo depois. Ficamos os cinco no quarto. E as contrações continuavam. O médico chegou, me examinou e constatou que eu estava com dilatação de 3/4 centímetros. Aliás, o exame de toque é algo à parte. O médico tem que realizá-lo durante uma contração. Ficar deitada durante a contração já é mortal, com uma pessoa enfiando um dedo em você é horrível! Mas tem que ser feito assim...

O coração da Luiza foi monitorado também e estava tudo bem. Nisso o médico me avisou que me deixaria no quarto e voltaria mais tarde para fazer outro exame de toque e acompanhar a evolução da dilatação. Ele avisou aos meus pais que o trabalho de parto ainda ia demorar bastante, que a criança só deveria nascer lá para as 18:00. Minha mãe queria ir para a casa e meu pai não queira sair de perto de mim. Ficaram discutindo se iam embora ou não e acabaram optando por ficar.

Ficamos no quarto fazendo os exercícios para aliviar a dor e ajudar na dilatação. As massagens do Juvenil e da Ingrid eram maravilhosas. Eu tinha levado um óleo de arnica da Welleda que esquentava bem pele. Era ótimo. O chuveiro quente também era uma maravilha. O único problema era que o box era muito pequeno. Eu ficava de quatro no chão e água batia exatamente no lugar onde doía (lombar). Mas com o tempo, ficar parada na mesma posição era horrível. Então eu não agüentava muito tempo no chuveiro. Aí voltava para o quarto. Meus pais ficavam com pena de mim a cada contração. Tem até uma foto que a Ingrid tirou deles fazendo carinho em mim, mas na hora que a Ingrid foi bater a foto, veio uma contração e eu estou com uma cara de dor horrível. Eu tentei ao máximo descansar entre as contrações, mas não dava tempo...Assim que eu relaxava, vinha outra contração e eu tinha que melevantar.

O médico voltou e eu estava com quase cinco centímetros. Já eram quase 08 horas e o médico me avisou que teria que ir ao consultório, pois não tinha dado tempo de desmarcar as consultas. O consultório dele é no Humaitá, que é relativamente perto da Perinatal (que fica em Laranjeiras). Nessa hora meus pais tinham descido para tomar café e não ficaram sabendo que o médico iria se ausentar. Só que, quando o médico saiu do quarto encontrou com meus pais no corredor e contou a eles que iria ao consultório. Eu não comentei nada com meus pais, pois achei que eles iriam implicar com o médico e eles não me contaram nada, pois acharam que eu ficar preocupada em saber que o médico não estava no hospital. Enfim, todos sabiam que o médico tinha se ausentado, mas achavam que estavam "enganando" o outro...

Continuamos no quarto. A Ingrid tinha levado uma bola suíça e eu comecei a usá-la. Ficava de joelhos e me deitava por cima da bola. A Ingrid e o Juvenil se revezavam fazendo massagem na lombar. Eventualmente eu voltava para o chuveiro ou me sentava no vaso, o que aliviava muito as dores.

Até que eu já não estava mais agüentando de dor. Pedi ao Juvenil que ligasse para o celular do médico para saber se ele demoraria muito. Ele já estava a caminho e quando chegou na maternidade eu já estava com 7/8 centímetros. Nessa hora ele me perguntou se eu queria ir para a sala de parto e ficar na banheira. Era tudo o que eu queria! Já eram quase 11 horas e o médico saiu para preparar a sala. Nisso chega uma enfermeira e me manda vestir a camisola bunda-de-fora e me deitar em uma maca. Perguntei se eu não poderia ir com a minha camisola e ela disse que não. A Ingrid perguntou se eu poderia ir andando, e a enfermeira disse que, com a camisola do hospital não poderia. Enfim, não tive escolha, tive que ir com a camisola ridícula e deitada na maca. Antes de entrar no elevador, veio uma contração violenta e me contorci toda, tentando não fazer muito escândalo. Nessa hora, teve uma mulher (não sei se era médica ou enfermeira) que falou: "Nossa, essa mãe está com cara de dor". Se eu não fosse tão educada teria respondido a ela que, se estivesse andando, teria encontrado uma posição mais confortável e não estaria com aquela cara... Ai que ódio!

Chegando no centro cirúrgico me colocaram uma touca e uns sapatinhos ridículos. Uma mulher não queria deixar a Ingrid entrar. Falou para o médico: "Só um acompanhante doutor". O Xico retrucou dizendo que ela era instrumentadora dele e a mulher dizia: "Nós sabemos que não é... assim eu vou ter que relatar isso na ficha". Eu pensei: "Putz, será que vão barrar a Ingrid agora? Será que ela é tão azarada assim?". Mas o Xico foi enfático e disse: "E se ela fosse minha instrumentadora? Quer anotar na ficha? Então anota! Mas ela vai entrar!". Entrei na sala de parto, tirei a tal camisola, a touca e os sapatinhos e fui direto para a banheira. Até então ainda estava preocupada com a Ingrid, mas a o Xico me garantiu que ela e o Juvenil tinha ido vestir aquela roupa "linda" de centro cirúrgico e já estavam chegando. Só relaxei mesmo quando vi os dois lá dentro, ao meu lado!

A banheira é bem pequena, individual, mas com uma água quente MARAVILHOSA e tem hidromassagem. A hidromassagem pegava bem na lombar, o que aliviava bastante as dores. O Juvenil e a Ingrid ficaram sentados ao meu lado fazendo massagem em mim e me dando apoio. Nessa hora eu já tinha aprendido que tinha que deixar a dor vir para ela ir embora o quanto antes. Normalmente, a cada contração eu fechava os olhos e me contraía toda. O médico me falou que se eu fizesse isso estaria "prendendo" a dor no meu corpo. Falou para eu manter os olhos abertos e gritar para a dor passar logo. E era assim que eu fazia na banheira.

Por incrível que pareça, na banheira eu consegui relaxar bastante. Pensei muito nas mensagens da lista Parto Nosso, especialmente de uma que dizia que tínhamos que ser amigas da dor. Eu não conseguia isso. Era uma dor muito forte, mas não dava para ser amiga dela. Pensava também na Virgínia que teve um parto parecido com o meu, em como ela podia afirmar que não tinha sentido dor. Eu estava sentindo MUITA dor, de verdade.

Depois de quase 2 horas na banheira o médico veio e fez um toque comigo na banheira e viu que eu já estava com nove centímetros e avisou: "Está na hora de irmos para a cadeira". Tudo o que eu queria era ficar naquela banheira para sempre. Relutei muito, mas acabei saindo da banheira e fui para a cadeira de cócoras.

A cadeira da Perinatal é na verdade uma cama que inclina bastante. Tem uma barra de ferro para você se sustentar. A cada contração eu tinha que me projetar para frente e me sustentar na tal barra de ferro. Isso era exaustivo! O médico pedia para eu fazer força toda vez que estivesse de cócoras, mas eu estava fazendo força da forma errada. Fui me desgastando muito. Nessa altura do campeonato eu já estava em trabalho de parto há 16 horas e comecei a perder o controle sobre a situação. Eu gritava muito, a impressão que tinha é que a contração não ia embora nunca. Foi quando o médico me ofereceu a analgesia.

Ele conversou comigo e disse que meu colo do útero estava um pouco inchado devido ao longo trabalho de parto e que a analgesia ajudaria a dilatar esse último centímetro. Além disso, como eu estava descontrolada, sem forças, a analgesia ira me fazer relaxar e recuperar as forças. Ele foi enfático ao afirmar que precisaria muito da minha ajuda no final do trabalho de parto (expulsivo) e que, para isso, eu tinha que ter forças e estar relaxada.

Na hora fiquei muito divida. Eu queria muito um parto natural, mas ao mesmo tempo não conseguia ver de outra forma. Acabei aceitando e foi a melhor coisa que fiz. Para aplicar a peridural eu tinha que ficar deitada de lado, toda curvada. O problema era que, quando vinha uma contração eu não conseguia ficar assim. O anestesista pediu que eu avisasse quando viesse a contração. Na hora que ele estava enfiando a agulha, veio uma e não consegui ficar parada. A agulha escapou e teve que começar tudo de novo. A peridural foi aplicada e, na mesma hora comecei a relaxar. Nessa hora a Ingrid sumiu da sala. O médico disse que ela tinha ido comer alguma coisa. Daqui a pouco eu percebo que o Juvenil também sumiu. Me falaram que ele também tinha ido lanchar. Depois eu soube que os dois quase desmaiaram com a tal agulha entrando e saindo da minha coluna. Depois disso, toda a equipe médica saiu da sala, a luz foi apagada e só ficamos eu, Juvenil e Ingrid. O médico pediu que quando eu começasse a sentir as dores das contrações novamente era a hora de continuar com o trabalho de parto. Ficamos quase uma hora (talvez até mais) relaxando. Eu não deixei de sentir as contrações, mas elas vinham lá longe e quase não doíam. Eu nem precisava mudar de posição. Juvenil aproveitou e deu uma boa cochilada nessa hora. Eu e Ingrid ficamos batendo o maior papo.

Até que as contrações voltaram a dor com força total. A equipe médica voltou para a sala e eu voltei a ficar de cócoras a cada contração. Como a dilatação não tinha evoluído, o médico optou por romper a bolsa d'água artificialmente. Com a minha autorização isso foi feito. O líquido estava claro, o que era um bom sinal. Só que, infelizmente, a dilatação não progrediu. O médico teve que dilatar esse último centímetro na mão. Nessa hora eu já estava vendo estrelas. Eu berrava sem parar. Doía muito! Eu me lembro da Ingrid dizendo que já estava vendo a cabecinha da Luiza, que eu não desistisse, que fosse forte etc e tal. Mas eu estava mesmo descontrolada. Berrava muito.

Foi quando o médico avisou que teria que fazer uma infiltração. Ele falou assim: "Vou ter que fazer uma infiltração... você sabe o que é, né? Tudo bem?" Eu sabia que era a episiotomia. Naquela hora, se ele me dissesse que teria que fazer uma cesárea, eu teria dito que sim. Foi aplicada anestesia local e foi feita a episio. Mais alguns empurrões e finalmente a Luiza começou a coroar. As luzes foram apagadas e, finalmente, ela nasceu às 16:06 do dia 09 de fevereiro de 2004.

Ela foi literalmente cuspida. Quando olhei para baixo e vi que ela estava ali, não acreditava que aquele bebê enorme tinha saído de dentro de mim. O Juvenil chorava e na mesma hora ela foi colocada no meu colo, com o cordão ainda pulsando. Ela chorava bastante. Ofereci meu seio a ela, mas ela não quis mamar. O pediatra veio e falou que o mais importante era criar o vínculo, se ela não quisesse mamar, não tinha problema. Fiquei acarinhando ela no meu colo, toda sujinha, enroladinha naquele pano verde. Até que ela parou de chorar. Nessa hora o médico colocou uma espécie de grampo no cordão. Eu e a Ingrid falamos na mesma hora: "É o pai que vai cortar!". Aí o Juvenil veio e cortou o cordão, com ela ainda no meu colo.

Eu acho que ela ficou no meu colo por uns quinze minutos depois que nasceu. A placenta saiu sem problema nenhum. Tive mais uma contraçãozinha (que não foi nada perto da dor do expulsivo) e a placenta saiu. A Luiza foi para o colo do Juvenil que levou ela para o berçário com o pediatra.

No berçário ela foi limpa (não chegou a ser um banho, apenas uma higiene para tirar o sangue), pesada, medida e vestida (3,670kg e 52,5cm). Foi aplicada também a vitamina K. O próprio pediatra que aplicou e, segundo o Juvenil, ela nem chorou. O Juvenil queria levar ela com ele, mas disseram que só quando eu fosse para o quarto ela poderia sair do berçário.

Nessa hora eu estava sendo costurada. A Ingrid ficou comigo o tempo todo. Eu me lembro de ter perguntado ao médico que tipo de episio ele tinha feito, a mediana ou a lateral. Nisso o anestesista perguntou em que universidade eu tinha feito medicina. Respondi que tinha sido na Universidade das Amigas do Parto. E o Xico me falou que tinha feito uma mistura das duas episios.

O pediatra (Dr. Ricardo Chaves) entrou na sala e veio me contar o peso e a altura da Luiza. Falou que estava tudo bem com ela, mas que o Juvenil estava muito preocupado, pois ela tinha ficado sozinha no berçário, mas que assim que eu fosse para o quarto ela seria levada para lá também. Achei muito fofo isso! Aliás, meu marido foi um fofo o tempo todo!

Depois que terminei de levar os pontos me transferiram para uma maca para eu ir para o quarto. Eu perguntei ao médico se eu poderia tomar banho e ele falou que primeiro eu iria jantar e depois tomaria banho com a ajuda da enfermeira. Achei aquilo tudo um exagero, pois estava me sentindo ótima.

Fiquei ainda uns quinze minutos na maca a espera de alguém para me levar para o quarto. Quando cheguei no quarto meu pai estava lá todo feliz, dizendo que a Luiza era a minha cara. Aí começou a chegar toda a minha família. E a Luiza chegou também, linda de rosa choque e lacinho! Na hora ela veio para o meu colo e tiramos várias fotos. Tentei oferecer o seio novamente para ela, mas ela não quis.

Não deixei ninguém da família pegar ela no colo. Devia ter umas quinze pessoas no quarto! Fiquei depois com pena da minha mãe, mas se um pegasse, todos iam querer pegar também. Até que a família foi toda embora e ficamos sozinhos, os três no quarto. O Juvenil foi tomar banho e ofereci o seio novamente. Finalmente ela pegou! Fiquei tão feliz... Nesse momento eu tive a certeza que poderia amamentá-la como havia planejado.

Depois do jantar eu queria muito tomar banho. A enfermeira veio e disse para eu levantar com calma. Estava achando aquilo tudo um exagero. Quando me levantei e andei até o banheiro, tudo ficou preto e tive que me sentar correndo no vaso para não cair. Cheguei a desmaiar e acordei com o Juvenil e duas enfermeiras me olhando com cara de assustados. O Juvenil jogava água da geladeira no meu rosto. Tive que tomar banho sentada no vaso e voltar para o quarto com toda a calma do mundo.

Mais tarde resolvemos verificar a fralda da Luiza e ela estava suja. Eu estava na cama, quase sentada e o Juvenil resolveu fazer o serviço. No meio da troca ela começou a expelir o mecônio. O algodão que tínhamos no quarto não foi suficiente para limpá-la e o Juvenil teve que, literalmente, meter a mão na massa. Eu achei isso um barato, pois ele ficou todo orgulhoso que trocou a primeira fralda dela e que ela tinha feito cocô na mão dele... rs rs rs

No dia seguinte de manhã, quando quis fazer xixi, ao me levantar, fiquei tonta novamente e tive que usar a comadre. Devido a essas minhas tonturas, o médico achou melhor só me dar alta no dia seguinte (11/02). Mais tarde, quando fui tomar banho, fiquei tonta novamente e tive que ficar sentada em um banquinho dentro do box. Depois do banho, fiquei o resto do dia sentada na poltrona do quarto e isso ajudou a regular minha pressão.

Nesse dia recebemos muitas visitas e à noite a Luiza ficou bastante agitada. Não via a hora de irmos logo para casa. Finalmente, na quarta-feira consegui tomar banho sozinha em pé. Saímos do hospital após o almoço e viemos para nossa casa.


Pontos negativos:
* Ausência de um plano de parto - eu cheguei a preparar, mas não apresentei para o médico. Iria apresentar na próxima consulta, que não chegou a acontecer.
* Desgaste físico e analgesia - eu não consegui relaxar em casa, quando as contrações ainda estavam bem leves. Isso fez com que eu ficasse 19 horas em trabalho de parto sem dormir, comer ou descansar. Esse desgaste todo fez com que a oferta da analgesia fosse irresistível.
* Episiotomia - como não tinha feito um plano de parto, o médico acabou tendo que fazê-la. Depois, na primeira consulta pós-parto, perguntei porque a episio teve que ser feita. Ele disse que o trabalho de parto já estava se estendendo demais e que sabia que a Luiza nasceria muito grande (pelas últimas ultras). A episio foi uma tentativa de abreviar o trabalho de parto e evitar que a Luiza entrasse em sofrimento.

Pontos positivos:
* Juvenil - descobri que tenho o melhor marido do mundo. A gravidez e o parto fizeram com que eu admirasse ainda mais o marido que tenho e aumentaram o amor que sinto por ele (e eu pensava que isso fosse impossível).
* Doula - o trabalho da Ingrid foi fundamental. É ótimo ter uma pessoa ao seu lado que entende da evolução do trabalho de parto, que sabe exatamente o que fazer para aliviar a dor e que, ainda por cima, é divertida e engraçada!
* Leboyer - o nascimento da Luiza foi feito com o método Leboyer. Na hora que ela ia nascer, as luzes foram apagadas. A sala também não estava refrigerada (eu estava sentindo muito calor) e ela veio imediatamente para os meus braços. Depois, no berçário, soube que ela tinha um semblante de paz e tranqüilidade. Ao mesmo tempo, tinha um bebê que se matava de tanto chorar dentro da encubadeira.

sábado, 21 de fevereiro de 2004

Mais fotos!!

Estabelecendo o primeiro contato entre mãe e filha!!! Vejam como eu estava suja de sangue!!


Essa é a primeira foto da nossa família!! Linda!


Papai Juvenil levando a Luiza para o berçário.


A família, toda curiosa, querendo atravessar o vidro para conhecer a Luiza


A visão de quem estava de fora.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

Estamos em casa!



Como vocês já devem saber a Luiza nasceu no dia 09/02 de parto normal às 16:06. Nasceu com 3,670kg e 52,5cm, uma meninona muito linda!! O trabalho de parto durou mais de 12 horas e, apesar de muito cansativo, foi o momento mais feliz e iluminado da minha vida. Ainda estou escrevendo o relato do parto todo. Assim que estiver pronto colocarei aqui. Infelizmente tive que sofrer uma episiotomia, o que está me incomodando bastante ainda.

A Luiza já está mamando. Aliás, mama que nem uma bezerrinha!! Uma fofa!!

Chegamos em casa ontem, mas nosso computador deu pau e agora estou acessando do meu notebook (que é meia-bomba). Assim que puder volto aqui para mandar mais notícias.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004

A Luiza vem aí

Estamos indo para a Perinatal. Depois o Juvenil vem aqui dar notícias nossas!!

Contrações

Parece que as contrações gostam mesmo da noite. De dia é tudo tranquilo! Hoje não foi diferente. Fomos almoçar nos meus pais (para variar) e passei o dia muito bem. O Juvenil é que teve um piripaque. Teve dor de barriga e vômito. Estamos achando que é uma virose, pois não teve febre. Voltamos para casa correndo, com ele sentindo muita dor. Fui à farmácia comprar remédio e quando cheguei em casa ele estava com muita dor. Aproveitei para estrear a bolsa de água quente da Luiza nele. Graças a Deus ele já está bem melhor.

As minhas contrações voltaram com força total à noite. De tanto minha mãe insistir liguei para o médico. Na hora do telefone tinha marcado duas contrações apenas e estavam com intervalos de mais de 30 minutos. Ele disse para ficar atenta mas que devia ser reflexo da lua cheia. Começamos então a anotar os horários e as durações das contrações. Está assim até agora:

21:14 - 30 segundos
22:06 - (não contamos)
22:32 - 33 segundos
22:40 - 25 segundos
22:57 - 30 segundos
23:09 - 37 segundos
23:18 - 30 segundos
23:31 - 35 segundos
23:40 - não marcamos
00:04 - 45 segundos
02:21 - 35 segundos

O médico disse que quando tivéssemos um intervalo de 5 minutos entre as contrações com duração de 1 minuto é a hora de ir para o hospital. Por enquanto a única frequencia está sendo na duração, mas os intervalos estão bem irregulares.

Se continuar assim, não vou conseguir dormir.... Essa noite promete. Volto depois para contar novidades!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2004

Mais notícias

Durante o dia de ontem (sábado) não senti nada de anormal. Almocei na casa dos meus pais e depois formos arrumar o quartinho da Luiza na casa dos avós. Ficou uma graça!! Meu irmão filmou e tiramos algumas fotos também. Assim que estiverem comigo colocarei aqui.

Ontem não tive mais nenhuma perda de tampão. Essa noite quase não dormi. Não tinha posição na cama que fosse confortável. Levantei da cama às 07:00. Agora estou aqui no computador e estou sentindo umas contraçõeszinhas bem espaçadas e ainda sem freqência definida.... vamos ver o que vai acontecer!!!!

Aguardem notícias. Assim que o Juvenil levantar vou ensiná-lo a postar aqui no blog caso eu não possa atualizar mais.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

Consulta

Minha consulta ontem foi ótima.

  • O médico ainda não começou a fazer o exame de toque de rotina pois ainda não completei 38 semanas. Então, acredito que a partir da semana que vem isso deve acontecer. Sendo assim, não sei dizer se já tenho alguma dilatação.
  • Minha barriga cresceu mais um centímetro (agora minha altura de fundo de útero é 35 cm!). Isso significa que a Luiza ainda não encaixou.
  • Engordei mais 700gr. Ao todo já são 12kg!!!!
  • A Luiza continua cefálica (segundo o médico isso não muda mais) e ontem estava com o dorso à direita.
  • Conversamos sobre bebês considerados grandes demais e o médico me garantiu que só podemos saber se o bebê é grande demais para a mãe na hora do parto. Para quem não lembra, há uma semana atrás, na ultra, o peso estimado da Luiza era de 3,490kg.
  • O médico disse que o ideal é que eu não use cinta pós-parto, pois assim trabalho a musculatura para voltar a normal, mas que muitas mulheres se sentem muito desconfortáveis com a barriga flácida (eca!) e acabam usando. Eu resolvi que não vou comprar e vou esperar para ver como vou me sentir depois.

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Doulas

Agora vou falar um pouquinho sobre o trabalho das doulas. Estou colocando um texto abaixo extraído do site http://www.doulas.com.br. Aliás, hoje saiu uma reportagem no JB sobre isso. Quem quiser ler, clique aqui.

Ah! Eu vou ter uma doula comigo no meu parto!!

O que significa "doula"

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.

Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.

O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.

O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a doula faz?

Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.

Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..

Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A doula e o pai ou acompanhante

A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.

Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a doula não faz?

A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.

Vantagens

As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:

diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

postado às 9:41 AM por flavoli | Permalink |

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004

Peridural

Esse é um dos motivos pelos quais eu quero um parto natural, sem anestesia.... O texto abaixo foi extraído do livo "Parto Ativo" da Janet Balaskas.

É conhecida como uma anestesia regional, com a injeção do anestésico dentro do espaço peridural, entre duas vértebras lombares na região inferior da coluna. Quando produz o efeito desejado, determina um bloqueio dos impulsos dolorosos, acarretando insensibilidade à dor da cintura para baixo.

Apesar de os efeitos das drogas usadas nas peridurais sobre o bebê não serem os mesmos que os da Dolantina, sabemos que elas entram na circulação do bebê e alcançam os tecidos cerebrais em poucos minutos. Efeitos imediatos e a longo prazo no desenvolvimento neurológico do bebê são relativamente desconhecidos e ainda estão sob pesquisa, apesar do uso indiscriminado dessa forma de analgesia em todo o mundo.

Efeitos colaterais para a mãe, tais como cefaléias intensas após o parto, podem acontecer ocasionalmente (causados por arranhadelas acidentais da membrana que envolve a medula vertebral pela ponta da agulha), e a queda da pressão sanguínea materna é comum.

A peridural certamente aumenta a necessidade da intervenção obstétrica.

Como, obviamente, a parturiente vai ficar imóvel e deitada, as contrações tendem a ser menos eficientes e o trabalho de parto é geralmente mais arrastado e pode necessitar de estímulos artificiais de uma infusão parenteral de ocitócico (soro com ocitocina)*.

Todos esses fatores contribuem para a diminuição da quantidade de sangue que entra e sai do útero, aumentando a possibilidade de sofrimento fetal (falta de oxigênio). Algumas vezes, os músculos pélvicos tornam-se flácidos e não ajudam na rotação do bebê na maneira usual (acrescentando-se a desvantagem de não se contar com a ajuda da gravidade).

Uma peridural pode também inibir a capacidade da mãe de fazer força e de expulsar o bebê do seu corpo espontaneamente, aumentando o risco de FORCEPS ou CESARIANA.

Quando mulheres dão à luz ativamente, com a ajuda de uma obstetriz, a taxa de utilização de fórceps raramente passa dos 5% e os medicamentos são usados somente em casos de sofrimento inevitável ou quando há risco de vida.

Contrastando com esses dados, em países como os Estados Unidos a incidência de partos fórceps pode alcançar, de acordo com Doris Haire, taxas de até 65% em alguns hospitais. Um parto fórceps desnecessário pode ser traumático para ambos, mãe e filho, e pode ocasionalmente resultar em prejuízo ou lesão para o bebê.

Embora o alívio completo das dores que uma peridural proporciona às vezes seja indispensável, é importante, para bons resultados, ponderar essa vantagem em função dos RISCOS POTENCIAIS, que são consideráveis.

Eventualmente o preço de algumas horas de conforto pode ser um bebê afetado e até resultar em um parto complicado.

Não seria melhor, então, nessa longa jornada, usar seu corpo para liberar, minimizar e transformar a dor do parto e experimentar uma banheira com água morna ou um chuveiro, que são meios eficazes e totalmente inócuos de aliviar a dor?

Se realmente uma peridural é necessária, então seu uso pode ser mínimo, reduzindo, assim os riscos esperados."

*Hormônio sintético, utilizado para tornar as contrações mais intensas e duradouras. Aumenta em muito as chances do bebê entrar em sofrimento fetal e as chances de uma cesariana.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

Leitura atual

Comprei na segunda-feira dois livros em um sebo virtual (Livraria Osório) do Frédérick Leboyer. Os livros são "Nascer sorrindo" e "Se me contassem o parto". Os livros chegaram ontem via Sedex.



O primeiro é bem fininho, já li todo ontem mesmo. Um barato!! O livro fala basicamente de técnicas que devem ser adotadas para que o bebê não sofra na hora do nascimento. Tem umas fotos incríveis no livro!! Depois vou selecionar umas partes legais e colocar aqui. Tem uns trechos desse livro em inglês nesse site.
Já comecei hoje a ler o outro. Também é muito bem escrito em forma de poesia, lindo! Pena que eu esqueci em casa pois tinha um trecho que eu queria colocar aqui hoje. Amanhã, se eu lembrar de trazer o livro, coloco aqui!!



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Ontem roubaram o rádio do carro do Juvenil. Super chato né?? A gente fica com uma sensação de impotência, insegurança, raiva... uma coisa horrível. Para melhorar o meu dia ontem recebi o cartão de amigo-oculto que fizemos na lista Mães Empoderadas. Quem me tirou foi a Sabrina, mãe do pequeno Enzo. O cartão veio com uma foto da linda família. Ontem mandei fazer uma cópia da foto que vou mandar para minha amiga oculta. Amanhã coloco no correio sem falta!!!





terça-feira, 21 de outubro de 2003

Nélson Rodrigues

"Depois, a gravidez. Ah, quando eu soube que ela só podia ter filho com cesariana. Não me falem em fio da navalha. O fio da navalha é um título de romance ou de filme. Mil vezes mais frio, e diáfano, e macio e ímpio é o fio do bisturi da cesariana. O marido cuja mulher só pode ter filho com cesariana terá de amá-la até a última lágrima."

Eu já gostava de Nélson Rodrigues, agora que li esse trecho das memórias dele, gosto mais ainda.

segunda-feira, 6 de outubro de 2003

Blog em inglês fala de parto natural

Para quem entende inglês, tem um blog de uma jornalista que é publicado no site Baby Center. A jornalista Anne Marie começou a escrever o blog em Abril de 2003 e agora está com 20 semanas (que nem eu!!!).

O legal é que agora ela está começando a descobrir o mundo do parto natural, primeiro através de um livro e agora já está até em contato com um parteira. Ela inclusive, já trocou de médico (rsrsrs).

Quem quiser acompanhar, o texto em que ela fala sobre parto natural clique aqui.