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quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Definitivo

(Carlos Drummond de Andrade)

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto
e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter
para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos
estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional....


Carlos Drummond Andrade

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Reflexões....

DE TUDO, FICARAM TRÊS COISAS
por Fernando Sabino

De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

PORTANTO DEVEMOS

Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura... um encontro.


PS: O blog não vai acabar, fiquem tranquilos...

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

1 ano de batismo

É hoje que a Luiza completa um ano de batismo e para relembrar segue a foto do exato momento em que ela foi batizada.

cerimonia1


Outras fotos podem ser vistas aqui.

*******
Amamentação

amamenta_credicard

Eu li sobre essa idéia da propaganda da amamentação em algum blog ou site relacionado à amamentação e resolvi fazer uma montagem. O resultado ficou bem legal né?? Eu estou numa fase totalmente "in love" de novo com a amamentação. Não sei se é porque ela está me ajudando a emagrecer ou se é porque eu vejo minha filhota tão calma e tranquila mamando em mim... sei lá! Eu sei que ontem eu recebi esse poema lindíssimo por email e resolvi publicá-lo aqui:

Lição de Conjugação
(conjugação, o mesmo que ligação; que junção)

Eu amamento,
Tu amamentas,
Ele amamenta...
Como a palavra
A contagiar
Quem experimenta...
Nós amamentamos,
Vós amamentais,
Eles amamentam...
É muito bom para todos quantos tentam...

Eu amamento exclusivamente.
Sou cem por cento peito dependente,
O peito é a fonte ampla de sustento
Para o meu rebento.

Tu amamentas
Sempre com um sorriso
E tantas vezes
Quanto for preciso:
Dez, vinte, cincoenta,
Duzentas vezes duzentas,
Porque amamentar
É experimentar
Um pedacinho
Do paraíso...

Ele amamenta
Quando me sustenta
Quando me apóia,
Quando me ajuda
Ou mesmo quando tenta...
No movimento
Do trem da vida
O leite materno
É o motor
Que o movimenta...

Nós amamentamos
Quando nos reunimos,
Quando conversamos,
Quando discutimos
Quando discordamos,
Quando concluímos,
E mesmo às vezes que erramos
Nós amamentamos
Porque é corrigindo erros
Que seguimos...

Vós amamentais
Quando, pela paz,
Ofertais luz...
E quando, envolta em luz,
Encontrais paz...
E quanto mais
Amamentais
Tanto mais delicadeza produz
O vosso peito...
E isso é perfeito...
Mas desse jeito
Somente o leite materno
E nada mais...

Eles amamentam
Quando acordam,
Quando deitam,
Quando choram,
Quando sentam,
Quando é por medo
Eles se apacientam,
Quando é por frio
Eles se acalentam,
Quando é só pra brincar
Eles inventam
E brincam de brincar de mamar
Mas quando estão com fome
Não agüentam:
Eles amamentam,
Ah, se amamentam,
E como amamentam...

É fácil conjugar o verbo inteiro:
Eu amamento,
Tu amamentas,
Ele amamenta...
Do Oiapoque ao Chuí...
Passando pelo Rio de Janeiro...
Nós amamentamos,
Vós amamentais,
Eles amamentam...
Quem ganha com isso
É o povo brasileiro...

Autor: Dr. Luis Alberto Mussa Tavares
Campos/RJ

terça-feira, 19 de outubro de 2004

Falta e sobra

Essa poesia foi escrita pela Ana Cláudia mãe da Ana Cecília e é PER-FEI-TA! Mais uma vez, a Ana escreveu o que eu queria ter escrito.

Falta tempo, falta tempo, falta tempo
Faltam paciência, tesão, estrutura
Faltam apoio, ajuda, descanso
Falta dinheiro, falta dinheiro, falta dinheiro

Sobra cansaço, sobra medo, sobra irritação
Sobram inspiração, emoção, alegria
Sobra desespero, sobra exaltação, sobra sentimento
Sobra amor, sobra amor, sobra amor

Pra tanto coração
Pra tanto sentimento
Pra tanto apertado que fica meu momento

Falta isso e aquilo mas sobra vida, muita vida
Na vida de uma mãe



Extraído do blog A lua toda brilha.
*******

hospcl1f Dia do Médico

Foi ontem o Dia do Médico. Mandei emails para os médicos que conheço, inclusive o meu obstetra e o pediatra da Luiza. Aproveito para deixar aqui um beijo mais que especial para meu pai, meu irmão Gustavo e minha futura cunhada Débora, os médicos da família.

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Poesia

commamae Antes de ser mãe
autor desconhecido

Antes de ser mãe
eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Minhas roupas não eram manchadas.
E eu conversava calmamente ao telefone.

Antes de ser mãe
eu dormia sem hora para acordar
e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu penteava os cabelos e escovava os dentes diariamente.

Antes de ser mãe
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos
nem esquecia trechos das canções de ninar.

Antes de ser mãe
Eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.
Eu nunca havia pensado sobre vacinas

Antes de ser mãe
ninguém havia vomitado em mim,
feito cocô em mim,
cuspido em mim,
me mastigado,
feito xixi em mim,
ou me beliscado com dedinhos minúsculos.

Antes de ser mãe
eu tinha controle total dos
meus pensamentos,
meu corpo,
e minha mente.
Eu dormia a noite toda.

Antes de ser mãe
eu nunca havia segurado uma criança chorando
para que médicos pudessem examiná-la
ou aplicar injeções.
Eu nunca havia olhado para olhos marejados e chorado.
Eu nunca havia ficado gloriosamente feliz com um simples sorriso.
Eu nunca havia ficado sentada horas e horas olhando um bebê dormir.

Antes de ser mãe
eu não havia segurado um bebê dormindo
pelo simples fato de não querer soltá-lo.
Eu não havia sentido meu coração se partir em um milhão de pedaços
quando não pude estancar uma dor.
Eu não sabia que uma coisinha tão pequenina
pudesse afetar tanto a minha vida.
Eu não sabia que poderia amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe
eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não sabia como era especial alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que existe entre a mãe e seu filho.
Eu não sabia que algo tão pequenino
pudesse me fazer sentir tão importante.

Antes de ser mãe
eu nunca havia me levantado no meio da noite a cada 10 minutos
para me certificar de que tudo estava bem.
Eu não havia conhecido o calor,
a alegria,
o amor,
a dor,
a maravilha
ou a satisfação de ser mãe.

Eu não sabia que era capaz de ter tantos sentimentos antes de ser mãe.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

postado às 9:28 AM por flavoli | Permalink |

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Música

Reparem se essa letra não tem tudo a ver com a maternidade e o amor que sentimos pelos nosso filhos. Eu adoro aquela parte que fala "é lindo o teu sorriso, o brilho dos seus olhos, meu anjo querubim!". Eu vivo cantando isso para a Luiza!

Sorte grande

A minha sorte grande
Foi você cair do céu
Minha paixão verdadeira

Viver a emoção
Ganhar teu coração
Pra ser feliz a vida inteira

É lindo teu sorriso
O brilho dos teus olhos
Meu anjo querubim

Doce dos meus beijos
Calor dos meus braços
Perfume de jasmim

Chegou no meu espaço
Mandando no pedaço
O amor que não é brincadeira

Pegou, me deu um laço
Dançou bem no compasso
De prazer levantou poeira

Poeira, poeira, poeira
Levantou poeira


*******
Save Júlia

Eu descobri a história dessa menininha e me comovi muito. Ela é apenas dois dias mais velha que a Luiza e nasceu com uma doença congênita muito rara que afeta seu sistema imunológico e precisa urgentemente de um tratamento apropriado e de um transplante de medula óssea para continuar viva.

Eu já fiz a minha doação! Visitem o site!

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sexta-feira, 9 de julho de 2004

Como eu queria ter escrito isso!

Sabe quando a gente lê um texto e fica pensando: "Poxa, eu podia ter escrito isso! Por que eu não tive essa idéia? Eu queria ter feito isso!!"? Pois é, aconteceu comigo isso hoje.

A Ana Cecília é exatamente um mês mais nova do que a Luiza. Nós a conhecemos (e os pais dela) na sala de espera do pediatra. Trocamos algumas palavras e só. Há duas semanas, quando fomos passear com a Luiza no baixo bebê, nos encontramos novamente. Nesse mesmo dia, a Ana Cláudia, mãe da Ana Cecília, descobriu o meu blog e começamos a nos corresponder por email. Ela precisava de alguma ajuda para construir o blog da Aninha. Pois bem. Hoje a Aninha está fazendo quatro meses e a Ana Cláudia escreveu um texto liiiiiiindooooo para ela. É esse texto que eu gostaria de ter escrito para a Luiza e que transcrevo abaixo:

"MEU AMOR POR VOCÊ

Meu amor por você, não vem com laço de fita, não se compra na banca,
não precisa regar, nem corre risco de quebrar.

Meu amor por você, é forte e ao mesmo tempo, é frágil,
carinho em forma de olhar, que não corre o risco de acabar.

Meu amor por você, é luxo puro, Seda, Diamante, Ouro em pó,
numa fonte inesgotável, que não corre risco de secar.

Meu amor por você, me faz feliz, me aquece e me faz lhe aquecer,
como uma nuvem de alegria, que não corre risco de evaporar.

Meu amor por você, minha filha, é o que me faz agradecer, viver.
"

Não deixem de visitar o blog da Ana Cecília, no endereço http://www.aninhababy.blogger.com.br/.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

Poesias

Hoje, dia em que completo 38 semanas de Luiza na barriga, venho brindá-los com duas lindas poesias.



ESPERO UMA FILHA
por Alessandro Eloy Braga*

Espero uma filha.
Fruto de um sonho
E de um ato de amor,
Ela será luz para o mundo.
Todos contemplarão em seus olhos
E em seus gestos uma paixão
Infinita pela vida.

Trará consigo um imenso poder
De sonhar e acreditar na utopia.
Distribuirá a todos sementes de paz
E com as mãos erguerá a terra
Em direção do sol e da chuva
Para que deles bebam o calor e o frescor
Da imensidão.

Será bela, minha filha. E a beleza trará no nome.
E seu nome se repetirá nas bocas
De cada homem e cada mulher
E nas risadas das crianças.
Será sábia e ensinará a todos
O valor da inocência e da simplicidade.

Espero uma filha.
Será ela a eternização
De mim e de sua mãe e de seus avós
E carregará no coração
A dignidade herdada da família
E o exemplo de seus anteriores.

Que ela não seja o que fui.
Que ela seja sempre mais do que sou.
Que ela conquiste o tudo que não consegui.
Que ela viva para seus sonhos
E com sua esperança dê vida a mil outros
Em forma de palavras, em forma de afagos.

Espero uma filha.
Espero um sonho.
E ela será muito maior do que imagino.
MInha filha. Tudo o que não fui.
Tudo o que serei.
Espero uma filha.
Estou esperando a vida.

* Alessandro Eloy Braga tem 30 anos; é licenciado em Letras-UCB, mestre em Educação-UCB, professor de Literatura e escritor e escreve no blog Teia de textos
LUIZA
por Tom Jobim

Lua, espada nua...
Baila no céu, imensa e amarela...
Tão redonda lua
como flutua
vai navegando o azul do firmamento
e num silêncio lento
Um trovador cheio de estrelas!

Escuta agora a canção que eu fiz
pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do seu amor
Acorda amor
Eu sei que embaixo dessa neve mora
um coração

Vem cá Luiza me dá tua mão
que o meu desejo é sempre o teu desejo
vem me exorcisa me dá tua boca
e a rosa louca vem me dar um beijo
e um raio de sol nos teus cabelos
como um brilhante
que partindo a luz explode em sete cores
revelando então os sete mil amores
que eu guardei somente
pra te dar Luiza...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2004

Chá de bebê

Meu chá de bebê foi ontem na casa da minha mãe. Ganhei muuuuuitas fraldas e uns presentes lindos também. Fique super cansada no final de tudo e acabei não abrindo todos os presentes. Dependendo da hora que eu chegar de volta da feira abro aindo hoje. Estou super curiosa mas cansada também!
O convite para o chá fez o maior sucesso. Foi a Andréa, uma grande amiga minha e futura madrinha da Luiza quem fez.

Além disso, a Andréa me ajudou também a fazer as lembrancinhas que eu dei no chá. Eu havia escrito um poema e ela fez o layout para mim. Ficou lindinho...

Ah! Assim que baixar as fotos do chá para o computador coloco aqui para vocês!!
(editado) Já tenho as fotos

terça-feira, 8 de julho de 2003

Poesia para o Papai



Hoje recebi essa poesia na lista Ligeiramente Grávida da qual sou associada. Achei legal postar ela aqui!

Tô chegando, Pai !
© Silvia Schmidt ©

Pai, desde que fui semeado aqui, minha Vida não tem sido ruim.
No começo eu fui tomando forma, fui crescendo, crescendo e,
agora, eu já pareço uma cópia (meio achatadinha) de você.

Pai, como tem água aqui!

Antes de sair, quero lhe dizer que não estou com medo.
Alguns anjinhos me contaram que vou morar num lugar
apelidado de " Planeta Água ".
Então, creio que não vou estranhar muito.

Quero avisar-lhe que na hora em que eu sair, vou abrir
um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vou dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de mim !

No começo vou dar um pouquinho de trabalho, viu?
Até eu me habituar, muitas vezes vou acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.

Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?
Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com a grande
novidade chamada EU.
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.

Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos
um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com meu primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas minhas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!

Mais adiante irei para a escola, nos finais de semana brincaremos
juntos e, finalmente, um dia estarei crescido, talvez do seu
tamanho ou até maior.

Lembrarei com saudade dos maravilhosos momentos que
teremos passado juntos e, em todos os meus aniversários,
eu lhe darei mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:

" Segura mais esse, Pai!
Filho criado é trabalho dobrado! "

Tô chegando, Pai!

sexta-feira, 4 de julho de 2003

De umbigo a umbiguinho



Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe
Já pulsava sem querer
O meu pequenino coração
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe
Já comia prá valer
X salada , bala ou bacalhau
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.

Tanto carinho
Quanta atenção
Colo quentinho
Ai que tempo bom!!!
De um umbigo a umbiguinho
Num elo sem fim
Do cordãozinho da mamãe prá mim.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe
Começava a conviver
Com as mais estranhas sensações
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe
Me virava prá escolher
A mais confortável posição
São nove meses sem se fazer nada
Entre água e escuridão....